O rápido avanço da inteligência artificial poderá aumentar significativamente a pressão sobre os recursos hídricos globais. Um relatório da Universidade das Nações Unidas alerta que, até 2030, os centros de dados que suportam estas tecnologias poderão consumir uma quantidade de água equivalente às necessidades domésticas anuais básicas de 1,3 bilhões de pessoas na África Subsaariana.
O estudo, publicado pelo Instituto para a Água, Ambiente e Saúde da Universidade das Nações Unidas (UNU-INWEH), analisa os impactos ambientais associados ao crescimento da inteligência artificial e ao aumento da procura por capacidade computacional.
Segundo os investigadores, os centros de dados necessitam de grandes volumes de água para arrefecimento, além do elevado consumo de energia e da ocupação de solo, o que poderá agravar a pressão sobre recursos essenciais em várias regiões do mundo.
Os autores alertam que, sem melhorias na eficiência e na sustentabilidade das infra-estruturas digitais, a expansão da inteligência artificial poderá intensificar a competição por água, energia e terra, especialmente em regiões já vulneráveis às alterações climáticas e à escassez hídrica.
O relatório defende uma maior transparência por parte das empresas tecnológicas e a adopção de práticas que reduzam a pegada ambiental dos sistemas de inteligência artificial.
Fonte primária: United Nations University Institute for Water, Environment and Health (UNU-INWEH).

