O presidente da UNITA afirmou que o recente aumento do preço do gasóleo em Angola é resultado de “24 anos de paz sem uma estratégia industrial consistente”, apontando falhas na definição de políticas económicas de longo prazo.
Segundo o líder do maior partido da oposição, a actual pressão sobre os preços dos combustíveis reflecte fragilidades estruturais na economia nacional, nomeadamente a dependência do petróleo e a falta de diversificação industrial capaz de absorver choques no sector energético.
A posição foi expressa no contexto das recentes alterações no preço do gasóleo no país, que têm gerado debate político e social sobre o impacto no custo de vida das famílias e no funcionamento das empresas.
O dirigente político defende que, apesar do período prolongado de estabilidade no país, não houve um aproveitamento suficiente para a construção de uma base industrial sólida, capaz de reduzir a vulnerabilidade da economia às variações do mercado petrolífero.
As declarações surgem num momento em que o aumento dos combustíveis continua a ser um dos principais temas do debate político em Angola, com repercussões directas no transporte, na produção e nos preços de bens essenciais.
Fonte: Novo Jornal

