A empresária angolana Isabel dos Santos afirmou que “governar não é perseguir pessoas nem encontrar culpados”, numa entrevista concedida ao Novo Jornal, na qual comenta o contexto político e judicial envolvendo o seu nome e o ambiente institucional em Angola.
Na entrevista, Isabel dos Santos critica a condução do combate à corrupção no país e questiona a forma como têm sido geridos processos judiciais e investigações que envolvem figuras ligadas ao anterior ciclo político.
A empresária, que reside actualmente fora de Angola, refere que as decisões judiciais e processos relacionados com a sua actividade empresarial e participações em diferentes sectores têm sido marcados, na sua leitura, por motivações políticas, afastando a ideia de neutralidade institucional em alguns dos casos.
Isabel dos Santos argumenta ainda que processos de recuperação de activos e combate à corrupção devem ser conduzidos com base em critérios técnicos e independentes, defendendo que o Estado não deve transformar esses mecanismos em instrumentos de perseguição individual.
Ao longo da entrevista, a empresária aborda também o impacto económico de decisões judiciais relacionadas com activos e investimentos, incluindo casos envolvendo empresas em Portugal com ligação ao seu portefólio de participações.
As declarações surgem num contexto em que Isabel dos Santos continua a ser uma das figuras centrais de um conjunto de processos judiciais e investigações em curso em diferentes jurisdições.
Até ao momento, não houve reacção oficial detalhada das autoridades angolanas às declarações mais recentes.
Fonte: Novo Jornal

