A inflação em Angola voltou a desacelerar em Maio de 2026, fixando-se em 10,88% em termos homólogos, marcando o 22.º mês consecutivo de queda e aproximando o país de um cenário de inflação de um dígito pela primeira vez em vários anos.
De acordo com dados recentes do sector económico, a trajectória de desaceleração tem sido consistente desde 2024, impulsionada por factores como a estabilidade cambial relativa, o controlo da liquidez e o efeito combinado de políticas monetárias mais restritivas do Banco Nacional de Angola (BNA).
O comportamento dos preços coloca o país numa fase de transição macroeconómica relevante, depois de anos marcados por inflação elevada e pressão sobre o poder de compra das famílias. O actual nível já está abaixo das projecções iniciais do próprio BNA para 2026, que apontavam para valores mais próximos de 13%.
Apesar da tendência positiva, economistas alertam que a descida da inflação não elimina desafios estruturais, nomeadamente a dependência das importações, a volatilidade dos preços internacionais e a fragilidade da produção interna de bens essenciais.
O mercado também observa com atenção o impacto desta desaceleração na política monetária, já que abre espaço para eventual flexibilização gradual das taxas de juro, embora o banco central ainda mantenha prudência face a riscos externos.

